Quando Monteverdi estreou esta «obra-prima»,o filho do Duque de Mântua,(este protector do compositor) escrevia a um outro futuro melómano,seu amigo dizendo quão estranho seria, todos os actores/cantores, cantarem os seus próprios papeis. A representação em Mântua, julga-se que nem cenário teve, nem intervalo. Consta que os elementos femininos presentes «muito choraram, porque nunca se tinha escutado algo assim»...! O êxito foi tão grande que foi repetido dias depois. Estava-mos no principio, daquilo que seria, «Ópera». O principal desafio que Monteverdi, exigia aos cantores era fazer com que ao cantarem conseguissem extrair as subtilezas emocionais, mas sempre mantendo uma postura limpa, como o cânone clássico exigia à época.
Esta obra foi várias vezes apresentada em Itália até meados do século XVII. Consta que a sua apresentação, já na era moderna teve lugar em Paris (1911).A partir daí existiram várias leituras diferentes de vários maestros sempre com encenações sumptuosas,e algumas alterações na partitura original.
Existe uma belíssima gravação em CD: John Mark Ainsley(Orfeu),e Philip Pickett, como maestro. A editora: L`Oiseau Lyre 433 545 2.
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