«A ópera Italiana»
Foi com HANDEL que a ópera barroca e a ópera séria italiana, atingiram o apogeu em Inglaterra.
Foi no Haymarket Theatre, que HANDEL apresentou a sua primeira obra, um espectáculo riquíssimo em cenários e muita cor e grandes efeitos mágicos em torno da figura central, (Arminda, a feiticeira) na ópera "RINALDO" (1711), com um êxito enorme, que o levou a estrear uma nova ópera por ano, que foram:
"Il pastor fido" (1712), "Teseu" e "Silla" (1713/14) e "Amadigi" (1715). O sucesso de HANDEL, foi tão grande que ao ser fundada a "ROYAL ACADEMY OF MUSIC", sociedade de accionistas e dirigida pelo empresário HEIDEGGER que convidou HANDEL para director artístico. A capacidade financeira era tão grande que por lá passaram os maiores, castrati, sopranos, e sopranos coloratura. Nesta fase HANDEL, compôs pelo menos 10 a 12 óperas entre elas as hoje tão apreciadas "Giulio Cesare" e "Tarmelano".
Esta Royal Academy fechou as suas portas em 1728, mas HANDEL e HEIDEGGER, fundaram outra de imediato. Compôs para este espaço mais seis óperas, sendo a última a tão famosa "Orlando", e a seguir esta academia também encerrou. Com enormes dificuldades económicas ainda estreou "Arianne"(1734) e repôs
"Il pastore fido". Mais Tarde a convite do Convent Garden Theatre, estreou, "Ariodante", "Alcina", "Atalanta" e mais tarde "Armínio", "Giustino" e "Berenice" (1737). Depois de um ataque de apoplexia renuncia ao cargo. e só mais tarde para o King´s Theatre de HEIDEGGER, compôe mais quatro óperas sendo a última "Deidamia".
HANDEL superou na época do Barroco, os compositores italianos porque a sua força e grandeza, as suas extraordinárias harmonias melódicas, com uma enorme abrangência do conceito dramático, da grandiosidade intímista e simultâneamente expressiva, concretizou cenas grandiosas com grandes conjuntos e coros...!
Mas não foi só como compositor de óperas que se tornou um dos maiores da sua época. Das suas "Oratórias" falarei a seguir...!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Orfeu/Monteverdi
Quando Monteverdi estreou esta «obra-prima»,o filho do Duque de Mântua,(este protector do compositor) escrevia a um outro futuro melómano,seu amigo dizendo quão estranho seria, todos os actores/cantores, cantarem os seus próprios papeis. A representação em Mântua, julga-se que nem cenário teve, nem intervalo. Consta que os elementos femininos presentes «muito choraram, porque nunca se tinha escutado algo assim»...! O êxito foi tão grande que foi repetido dias depois. Estava-mos no principio, daquilo que seria, «Ópera». O principal desafio que Monteverdi, exigia aos cantores era fazer com que ao cantarem conseguissem extrair as subtilezas emocionais, mas sempre mantendo uma postura limpa, como o cânone clássico exigia à época.
Esta obra foi várias vezes apresentada em Itália até meados do século XVII. Consta que a sua apresentação, já na era moderna teve lugar em Paris (1911).A partir daí existiram várias leituras diferentes de vários maestros sempre com encenações sumptuosas,e algumas alterações na partitura original.
Existe uma belíssima gravação em CD: John Mark Ainsley(Orfeu),e Philip Pickett, como maestro. A editora: L`Oiseau Lyre 433 545 2.
Esta obra foi várias vezes apresentada em Itália até meados do século XVII. Consta que a sua apresentação, já na era moderna teve lugar em Paris (1911).A partir daí existiram várias leituras diferentes de vários maestros sempre com encenações sumptuosas,e algumas alterações na partitura original.
Existe uma belíssima gravação em CD: John Mark Ainsley(Orfeu),e Philip Pickett, como maestro. A editora: L`Oiseau Lyre 433 545 2.
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