domingo, 1 de maio de 2011

Manifesto III

A palavra «ópera» nunca foi utilizada antes de 1650, porque para as peças teatrais, existia a designação mais universal como...,(Drama Musical) ou (Fábula Musical)assim era porque as primeiras composições não se diferenciavam muito, da forma musical mais popular, os extensos madrigais e sendo até aí a maneira mais conhecida de expressão vocal do séc:XVI e princípios de XVII.
Os dramas bucólicos em vários actos foram os precursores no Renascimento Italiano onde eram muito apreciados, essencialmente "Aminta", de Torquato Tasso e (O Pastor Companheiro)de Battista Guarini
(1544-1612).Para estes dramas bucólicos, já foram utilizados canções e coros. Esta sucessão, mais tarde se converteu no que seria à posterior a Ópera Barroca com as estórias mais ou menos confusas,intercaladas com muitas personagens secundárias, geralmente cómicas sendo quase obrigatório um final feliz. Atribui-se também outra grande influência na futura Ópera,ás comédias madrigalescas, no já avançado séc:XVI, principalmente da autoria de Orazio Vecchi e Adriano Banchieri. Peculiar era o facto de não haver diferença alguma musical entre o coro e os protagonistas, pois nunca havia passagem para um solista. Foi uma experiência interessante naqueles tempos, onde em Ferrara tiveram enorme êxito três "divas", para quem o compositor dos príncipes do estado de ESTE, Luzzasco Luzzaschi, escreveu madrigais para uma só voz, dentro de uma composição onde entravam pelo menos três vozes, em principio com acompanhamento de instrumento de teclas um alaúde e um de cordas o «baixo». Estava preparado o "espaço" para a aparição de um "Génio" que conjugaria as diferentes correntes,em autênticos dramas musicais...!
CLAUDIO MONTEVERDI

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